terça-feira, 29 de setembro de 2009

Avaliação da 1ª etapa do Gestar II

Durante o desenvolvimento das atividades do Programa Gestar II, é indispensável o acompanhamento do formador em relação ao trabalho dos professores cursistas, com o objetivo de orientá-los e de conduzir o rumo das atividades, com a finalidade de otimizar os resultados.
Um dos passos mais significativos é a escolha, por parte do cursista, da atividade a ser aplicada em sala de aula. Expressiva maioria foi criteriosa, selecionando a atividade a partir das necessidades de aprendizagem da sua turma e dos conteúdos ou competências que estavam naquele momento sendo abordados. Assim, a escolha da temática vem sendo observada, de modo a desenvolver o trabalho sequencialmente.
Duas foram as maiores dificuldades apontadas pelos cursistas nesse processo de aplicação das atividades: a falta de tempo e o distanciamento dos conteúdos curriculares programados, o que provocou, muitas vezes, estranheza aos próprios alunos, que estavam acostumados a outro tipo de trabalho. No entanto, os cursistas indicam o crescimento na produção dos alunos, após terem diagnosticado dificuldades de leitura, interpretação e vocabulário, que interferem na construção textual. Grande parte dos avanços foram obtidos por meio de atividades de reestruturação e de reescrita.
Apesar dos avanços na leitura de textos, os cursistas ainda necessitam estruturar atividades que trabalhem gradualmente a leitura de textos, conforme o nível de dificuldade dos educandos.
Os professores cursistas elogam a abordagem teórica oferecida pelos TPs, garantindo-lhes segurança para a prática; as teorias estudadas servem, então, como suporte para o trabalho docente. A seção Ampliando nossas referências tem sido útil ao contribuir para a reflexão teórica, constituindo importante instrumento para o pensar-fazer no ensino da língua. Esse estudo tem incentivado, inclusive, o planejamento criterioso das suas aulas, de modo que as atividades propostas pelo Programa Gestar II não fiquem descontextualizadas, mas se integrem no planejamento.
As concepções de ensino de língua são as mais diversificadas dentro do grupo de cursistas, o que é perceptível pelo seu discurso. O que tem sido feito é ampliar a reflexão e a discussão, insistindo na prática das atividades do Programa, para que o porfessor cursista ao menos experimente a concepção por ele ensejada para, após, fazer a sua escolha.
Em geral, os cursistas consideram positivos os resultados que vêm sendo obtidos no decorrer do Programa Gestar II, pois as atividades motivam os alunos. A aprendizagem cresceu, assim como seu interesse e dedicação em aula. Os professores apostam no resultado a longo prazo, uma vez que é uma proposta diferenciada que poderá aprimorar a aprendizagem da língua.

Laerte (Canguçu/RS)
Vânia e Marizete (Doutor Ricardo/RS)
Vânia e Andréa (Garibaldi/RS)

sábado, 26 de setembro de 2009

Novas datas para o Gestar II

  • 14 de outubro, TP1, unidades 1 e 2
  • 27 de outubro, TP1, unidades 3 e 4
  • 12 de novembro, TP2, unidades 5 e 6
  • 25 de novembro, TP2, unidades 7 e 8
  • 9 de dezembro, TP6, unidades 21 e 22
  • 18 de dezembro, TP6, unidades 23 e 24
  • 29 de dezembro, avaliação e encerramento
As duas oficinas abertas que ainda faltam ser realizadas serão em duas dessas datas, a serem ainda definidas.

Coesão textual - TP 5


No dia 25 de setembro foi realizada a Oficina n. 10, do TP5, tratando da coesão textual. Neste encontro, procuramos trabalhar com textos contendo imagens e escrita, culminando na realização da oficina, quando introduzimos algumas modificações. As cursistas, em grupo, "inventaram" alguns produtos e criaram anúncios publicitários.
Trabalhamos também com desenho animado, quando exibi um episódio dos Smurfs, sendo que analisamos nele aspectos como a verossimilhança, a coerência e a coesão, para abrir a discussão teórica sobre o tema.

À tarde, realizamos a Oficina aberta n. 2, quando contamos com a presença do Ecólogo Thiago Ribeiro, que nos falou sobre projetos. O palestrante, que gentilmente aceitou nosso convite, enfatizou aspectos importantes da elaboração de um projeto. Foi um momento de intensa participação, quando grande parte das cursistas expôs suas ideias em relação ao projeto a ser desenvolvido e as demais, assim como o palestrante e o formador, puderam interferir com opiniões e sugestões.
A avaliação das cursistas foi positiva, uma vez que opalestrante trouxe uma visão diferenciada sobre a elaboração de projetos, fora da área da educação, tendo sido possível estabelecer um contraponto entre o que já vinha sendo desenvolvido.
Como formador, tenho procurado me dedicar a aprimorar a elaboração de projetos, de modo que essa prática não se esgote com o Gestar II.

Imitando (mal!) o Mário Pirata...

Tira o AMOR da NAMORADA
e o que sobra?

NADA.

Quintana... uma lição de estilo!

PALAVRAS

I
Há palavras verdadeiramente mágicas. O que há de mais assustador nos monstros é a palavra "monstro". Se eles se chamassem leques ou ventarolas, ou outro nome assim, todo arejado de vogais, quase tudo se perderia do fascinante horror de Frankenstein...

II
Mas há palavras infelizes. Umbigo, por exemplo. Um dia Alvaro Moreyra me disse que umbigo era a palavra mais engraçada da língua portuguesa. Engraçada, não! Triste é que é. Por culpa sua, como jamais poderemos cantar o umbigo da bem-amada? Eis aí um encanto para sempre oculto...

III
Em compensação, temos a palavra "vuluptuosidade", tão sinuosa, tão espreguiçada, tão ela mesma... Por sinal que, como a suspeitasse de galicismo, propôs o clérigo Bluteau, já no século XVIII, substituí-la por "voluptade" - o que bem evidencia as castas virtudes do saudoso frade.

IV
E não sei ao certo quem era ela, nem o que ela fez, mas tenho a certeza de que Dona Urraca foi uma das princesas mais infelizes do mundo...

V
A palavra volutabro merecia ter outro significado.

VI
E badulaques sempre me pareceu que fossem crótalos de bispo.

VII
Nem faltará algum leitor metido a profundo que me julgue à tona das coisas ao me ver tão ocupado com palavras. Escusado lembrar-lhe que a poesia é uma das artes plásticas e que o seu material são as palavras, as misteriosas palavras...

Estilo, coerência e coesão - TP5

Retornando do recesso prolongado em razão da gripe A, aplicamos a Oficina n. 9, do TP 5 no dia 11 de setembro. Encontramos dificuldades em razão de várias cursistas terem sido impossibilitadas de aplicar as atividades com seus alunos, uma vez que as escolas não funcionaram por um largo período.
Assim sendo, privilegiamos os aspectos teóricos abordados nas unidades 17 e 18, através de trabalhos em grupo realizados pelas cursistas durante o encontro.
Trabalhamos mais intensamente com a estilística, sendo que levei para o encontro alguns textos que proporcionaram a análise de aspectos de estilo. Um deles é do gaúcho Mário Quintana, o qual irei postar neste espaço.
A discussão recaiu sobre a necessidade de um conhecimento mais aprofundado da língua por parte do aluno para o uso consciente de recursos de estilo.
A seguir, o texto de Quintana.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O trabalho com projetos a partir do filme "Central do Brasil"

Passo n. 1 - TEMA
Ao contrário do que possa parecer, o projeto não terá como tema o abandono de menores, os problemas sociais das grandes cidades, a própria Central do Brasil, ou outro suscitado diretamente pelo filme em estudo. Iremos, isto sim, suscitar um tema pertinente à linguística, que poderá ser desenvolvido a partir do filme.

Passo n. 2 - JUSTIFICATIVA
Por que iremos abordar este tema na sala de aula? Esta parte do projeto deverá constar de um breve diagnóstico, no qual deve ser apontada e explicada a necessidade de tratar deste tema.

Passo n. 3 - OBJETIVOS
Onde queremos chegar com este projeto? Aqui, devemos ter em mente o ideal que pretendemos atingir com a sua realização, definindo quais são os objetivos gerais e específicos a serem alcançados com sua implementação.
Devemos colocar no papel o que pretendemos concretamente, verificando se aqueles objetivos são realmente plausíveis; não adianta "viajar" na sua definição, nem com eles tentar "abraçar o mundo". Devem ser objetivos possíveis de serem realizados, tão logo se esgote o projeto.

Passo n. 4 - METODOLOGIA
Aqui iremos definir as ações do projeto. importante lembrar que são as ações que decorrem dos objetivos e não o contrário.
Ao planejar a operacionalização, necessitamos ficar atentos para que cada objetivo elencado no item anterior encontre uma ação correspondente, de modo que possa ser atingido no plano concreto: em outras palavras, as ações têm reflexo nos objetivos, encontrando neles o suporte que lhes garantem a razão de acontecerem como atividades do projeto.

Passo n. 5 - CRONOGRAMA
Para que o projeto atinja seus efeitos no tempo planejado, é indispensável definir o cronograma de desenvolvimento e os prazos de cada etapa.

Passo n. 6 - EQUIPE DE TRABALHO
Neste momento, é necessário definir as áreas de conhecimento envolvidas, bem como os educadores ou outras pessoas responsáveis por cada ação. Cabe principalmente se o projeto for interdisciplinar.

Passo n. 7 - AVALIAÇÃO
Ao contrário do que muitas vezes acontece, não se trata de prever abstratamente que haverá um momento de avaliação, mas sim, de um planejamento concreto.
Portanto, há que se prever a forma como ela ocorrerá: através de questionários, autoavaliações, observações e registros, ou outras maneiras que permitam o seu acompanhamento.
Deverão ser avaliadas as ações, tendo como parâmetro o alcance dos objetivos (pois outro não é o fim do projeto).


Laerte Karnopp - Canguçu/RS

Oficina Aberta n. 1 - Trabalhando com projetos...

Em razão das dificuldades e dúvidas encontradas na formulação do projeto, realizamos uma Oficina Aberta voltada a esse tema, no dia 14 de julho, à tarde. A partir do filme Central do Brasil, que foi exibido neste dia, as cursistas foram divididas em grupos, para propor pequenos projetos possíveis de serem desenvolvidos com os alunos, a partir de temáticas suscitadas pelo filme.
Para orientar o trabalho, foi planejado e entregue um suscinto material, com a intenção de esclarecer dúvidas e contribuir no planejamento do projeto (publicarei neste blog o material utilizado).
Surgiram projetos voltados ao gênero epistolar (amplamente explorado no filme), ao letramento e outros aspectos tratados na obra.

Letramento

O TP 4, que aborda com muita propriedade o tema Processos de Leitura e Escrita, foi estudado, assim como os outros cadernos, em duas etapas.

Oficina 7, TP4
A Oficina 7 foi realizada no dia 14 de julho, contando com a presença da maioria das cursistas. Neste dia, foi dada maior ênfase à discussão sobre Letramento, a partir de aspectos teóricos levantados na leitura dos textos do TP 4. O encontro foi interessante, pois possibilitou uma discussão mais ampla sobre a relação entre a cultura local e os processos de aquisição da leitura e da escrita.
O município de Canguçu, por ser extenso e com elevado número de alunos e de escolas, apresenta uma ampla diversidade cultural no seu território. Há, aqui, escolas localizadas em regiões de colonização alemã, onde os costumes europeus ainda são vivos e enraizados na comunidade, inclusive no que se refere ao uso do dialeto pomerano que acaba por influenciar na aquisição da leitura e da escrita. Assim, contamos com o relato da prática das professoras de Língua Portuguesa dessas escolas, constatando como é evidente a diferença nesse processo em relação a outras regiões, onde as crianças crescem falando Português e não Pomerano.
Contribuiu para o sucesso do encontro, também, o fato de grande parte das cursistas atuar nos anos iniciais do Ensino Fundamental, inclusive na alfabetização. Pudemos ouvir significativas experiências sobre o assunto.
Debatemos sobre a participação do leitor na construção do sentido do texto, concluindo que antes havia a ideia de que o texto está pronto e seu significado está "embutido" nele, cabendo ao leitor trazer à tona esse significado pouco evidente. Essa ideia não se perpetua, cabendo ao leitor interferir com seu conhecimento na leitura do texto.

Oficina 8, TP4
Realizada no dia 7 de agosto, nesta oficina enfrentamos dificuldades relacionadas à prorrogação do recesso escolar devido à pandemia de gripe A (H1N1). Com a ampliação do recesso, a maior parte das cursistas não conseguiu desenvolver as atividades das unidades 15 e 16, restando prejudicada a apresentação dessa parte prática.
Assim, nos detivemos na leitura do texto Por que meu aluno não lê?, de Kleiman, na seção Ampliando nossas referências, debatendo aspectos suscitados pelos questionamentos ali realizados. Após essa etapa, dividimos as cursistas em seis grupos, atribuindo a cada grupo uma seção a ser discutida e apresentada. Na apresentação, os grupos utilizaram os textos de cada seção que eram mais apropriados para a sala de aula, propondo atividades possíveis sobre o tema, uma vez que a atividade proposta na oficina do TP não foi considerada interessante.
Diante da situação de recesso escolar e da impossibilidade de aplicação das atividades, foi prorrogado o prazo às cursistas de entregarem seus relatórios. Apesar dessa dificuldade, o encontro foi produtivo, pois foram valorizados aspectos teóricos que, em outros encontros, não foram tão intensamente abordados.

Laerte Karnopp - Canguçu/RS

Problemas técnicos...

Após algum tempo sem postar e após ter resolvido fazer outro blog... UFA!!!... consegui reativá-lo!

Estamos de volta!!!

:D