terça-feira, 13 de outubro de 2009

João Cabral (a palavra pedra)... Genial!

A educação pela pedra

Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender da pedra, freqüentá-la;
captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
ao que flui e a fluir, a ser maleada;
a de poética, sua carnadura concreta;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições de pedra (de fora para dentro,
cartilha muda), para quem soletrá-la.


Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
e se lecionasse não ensinaria nada;
lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
uma pedra de nascença, entranha a alma.

João Cabral de Melo Neto

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Avaliação da 1ª etapa do Gestar II

Durante o desenvolvimento das atividades do Programa Gestar II, é indispensável o acompanhamento do formador em relação ao trabalho dos professores cursistas, com o objetivo de orientá-los e de conduzir o rumo das atividades, com a finalidade de otimizar os resultados.
Um dos passos mais significativos é a escolha, por parte do cursista, da atividade a ser aplicada em sala de aula. Expressiva maioria foi criteriosa, selecionando a atividade a partir das necessidades de aprendizagem da sua turma e dos conteúdos ou competências que estavam naquele momento sendo abordados. Assim, a escolha da temática vem sendo observada, de modo a desenvolver o trabalho sequencialmente.
Duas foram as maiores dificuldades apontadas pelos cursistas nesse processo de aplicação das atividades: a falta de tempo e o distanciamento dos conteúdos curriculares programados, o que provocou, muitas vezes, estranheza aos próprios alunos, que estavam acostumados a outro tipo de trabalho. No entanto, os cursistas indicam o crescimento na produção dos alunos, após terem diagnosticado dificuldades de leitura, interpretação e vocabulário, que interferem na construção textual. Grande parte dos avanços foram obtidos por meio de atividades de reestruturação e de reescrita.
Apesar dos avanços na leitura de textos, os cursistas ainda necessitam estruturar atividades que trabalhem gradualmente a leitura de textos, conforme o nível de dificuldade dos educandos.
Os professores cursistas elogam a abordagem teórica oferecida pelos TPs, garantindo-lhes segurança para a prática; as teorias estudadas servem, então, como suporte para o trabalho docente. A seção Ampliando nossas referências tem sido útil ao contribuir para a reflexão teórica, constituindo importante instrumento para o pensar-fazer no ensino da língua. Esse estudo tem incentivado, inclusive, o planejamento criterioso das suas aulas, de modo que as atividades propostas pelo Programa Gestar II não fiquem descontextualizadas, mas se integrem no planejamento.
As concepções de ensino de língua são as mais diversificadas dentro do grupo de cursistas, o que é perceptível pelo seu discurso. O que tem sido feito é ampliar a reflexão e a discussão, insistindo na prática das atividades do Programa, para que o porfessor cursista ao menos experimente a concepção por ele ensejada para, após, fazer a sua escolha.
Em geral, os cursistas consideram positivos os resultados que vêm sendo obtidos no decorrer do Programa Gestar II, pois as atividades motivam os alunos. A aprendizagem cresceu, assim como seu interesse e dedicação em aula. Os professores apostam no resultado a longo prazo, uma vez que é uma proposta diferenciada que poderá aprimorar a aprendizagem da língua.

Laerte (Canguçu/RS)
Vânia e Marizete (Doutor Ricardo/RS)
Vânia e Andréa (Garibaldi/RS)

sábado, 26 de setembro de 2009

Novas datas para o Gestar II

  • 14 de outubro, TP1, unidades 1 e 2
  • 27 de outubro, TP1, unidades 3 e 4
  • 12 de novembro, TP2, unidades 5 e 6
  • 25 de novembro, TP2, unidades 7 e 8
  • 9 de dezembro, TP6, unidades 21 e 22
  • 18 de dezembro, TP6, unidades 23 e 24
  • 29 de dezembro, avaliação e encerramento
As duas oficinas abertas que ainda faltam ser realizadas serão em duas dessas datas, a serem ainda definidas.

Coesão textual - TP 5


No dia 25 de setembro foi realizada a Oficina n. 10, do TP5, tratando da coesão textual. Neste encontro, procuramos trabalhar com textos contendo imagens e escrita, culminando na realização da oficina, quando introduzimos algumas modificações. As cursistas, em grupo, "inventaram" alguns produtos e criaram anúncios publicitários.
Trabalhamos também com desenho animado, quando exibi um episódio dos Smurfs, sendo que analisamos nele aspectos como a verossimilhança, a coerência e a coesão, para abrir a discussão teórica sobre o tema.

À tarde, realizamos a Oficina aberta n. 2, quando contamos com a presença do Ecólogo Thiago Ribeiro, que nos falou sobre projetos. O palestrante, que gentilmente aceitou nosso convite, enfatizou aspectos importantes da elaboração de um projeto. Foi um momento de intensa participação, quando grande parte das cursistas expôs suas ideias em relação ao projeto a ser desenvolvido e as demais, assim como o palestrante e o formador, puderam interferir com opiniões e sugestões.
A avaliação das cursistas foi positiva, uma vez que opalestrante trouxe uma visão diferenciada sobre a elaboração de projetos, fora da área da educação, tendo sido possível estabelecer um contraponto entre o que já vinha sendo desenvolvido.
Como formador, tenho procurado me dedicar a aprimorar a elaboração de projetos, de modo que essa prática não se esgote com o Gestar II.

Imitando (mal!) o Mário Pirata...

Tira o AMOR da NAMORADA
e o que sobra?

NADA.

Quintana... uma lição de estilo!

PALAVRAS

I
Há palavras verdadeiramente mágicas. O que há de mais assustador nos monstros é a palavra "monstro". Se eles se chamassem leques ou ventarolas, ou outro nome assim, todo arejado de vogais, quase tudo se perderia do fascinante horror de Frankenstein...

II
Mas há palavras infelizes. Umbigo, por exemplo. Um dia Alvaro Moreyra me disse que umbigo era a palavra mais engraçada da língua portuguesa. Engraçada, não! Triste é que é. Por culpa sua, como jamais poderemos cantar o umbigo da bem-amada? Eis aí um encanto para sempre oculto...

III
Em compensação, temos a palavra "vuluptuosidade", tão sinuosa, tão espreguiçada, tão ela mesma... Por sinal que, como a suspeitasse de galicismo, propôs o clérigo Bluteau, já no século XVIII, substituí-la por "voluptade" - o que bem evidencia as castas virtudes do saudoso frade.

IV
E não sei ao certo quem era ela, nem o que ela fez, mas tenho a certeza de que Dona Urraca foi uma das princesas mais infelizes do mundo...

V
A palavra volutabro merecia ter outro significado.

VI
E badulaques sempre me pareceu que fossem crótalos de bispo.

VII
Nem faltará algum leitor metido a profundo que me julgue à tona das coisas ao me ver tão ocupado com palavras. Escusado lembrar-lhe que a poesia é uma das artes plásticas e que o seu material são as palavras, as misteriosas palavras...

Estilo, coerência e coesão - TP5

Retornando do recesso prolongado em razão da gripe A, aplicamos a Oficina n. 9, do TP 5 no dia 11 de setembro. Encontramos dificuldades em razão de várias cursistas terem sido impossibilitadas de aplicar as atividades com seus alunos, uma vez que as escolas não funcionaram por um largo período.
Assim sendo, privilegiamos os aspectos teóricos abordados nas unidades 17 e 18, através de trabalhos em grupo realizados pelas cursistas durante o encontro.
Trabalhamos mais intensamente com a estilística, sendo que levei para o encontro alguns textos que proporcionaram a análise de aspectos de estilo. Um deles é do gaúcho Mário Quintana, o qual irei postar neste espaço.
A discussão recaiu sobre a necessidade de um conhecimento mais aprofundado da língua por parte do aluno para o uso consciente de recursos de estilo.
A seguir, o texto de Quintana.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O trabalho com projetos a partir do filme "Central do Brasil"

Passo n. 1 - TEMA
Ao contrário do que possa parecer, o projeto não terá como tema o abandono de menores, os problemas sociais das grandes cidades, a própria Central do Brasil, ou outro suscitado diretamente pelo filme em estudo. Iremos, isto sim, suscitar um tema pertinente à linguística, que poderá ser desenvolvido a partir do filme.

Passo n. 2 - JUSTIFICATIVA
Por que iremos abordar este tema na sala de aula? Esta parte do projeto deverá constar de um breve diagnóstico, no qual deve ser apontada e explicada a necessidade de tratar deste tema.

Passo n. 3 - OBJETIVOS
Onde queremos chegar com este projeto? Aqui, devemos ter em mente o ideal que pretendemos atingir com a sua realização, definindo quais são os objetivos gerais e específicos a serem alcançados com sua implementação.
Devemos colocar no papel o que pretendemos concretamente, verificando se aqueles objetivos são realmente plausíveis; não adianta "viajar" na sua definição, nem com eles tentar "abraçar o mundo". Devem ser objetivos possíveis de serem realizados, tão logo se esgote o projeto.

Passo n. 4 - METODOLOGIA
Aqui iremos definir as ações do projeto. importante lembrar que são as ações que decorrem dos objetivos e não o contrário.
Ao planejar a operacionalização, necessitamos ficar atentos para que cada objetivo elencado no item anterior encontre uma ação correspondente, de modo que possa ser atingido no plano concreto: em outras palavras, as ações têm reflexo nos objetivos, encontrando neles o suporte que lhes garantem a razão de acontecerem como atividades do projeto.

Passo n. 5 - CRONOGRAMA
Para que o projeto atinja seus efeitos no tempo planejado, é indispensável definir o cronograma de desenvolvimento e os prazos de cada etapa.

Passo n. 6 - EQUIPE DE TRABALHO
Neste momento, é necessário definir as áreas de conhecimento envolvidas, bem como os educadores ou outras pessoas responsáveis por cada ação. Cabe principalmente se o projeto for interdisciplinar.

Passo n. 7 - AVALIAÇÃO
Ao contrário do que muitas vezes acontece, não se trata de prever abstratamente que haverá um momento de avaliação, mas sim, de um planejamento concreto.
Portanto, há que se prever a forma como ela ocorrerá: através de questionários, autoavaliações, observações e registros, ou outras maneiras que permitam o seu acompanhamento.
Deverão ser avaliadas as ações, tendo como parâmetro o alcance dos objetivos (pois outro não é o fim do projeto).


Laerte Karnopp - Canguçu/RS

Oficina Aberta n. 1 - Trabalhando com projetos...

Em razão das dificuldades e dúvidas encontradas na formulação do projeto, realizamos uma Oficina Aberta voltada a esse tema, no dia 14 de julho, à tarde. A partir do filme Central do Brasil, que foi exibido neste dia, as cursistas foram divididas em grupos, para propor pequenos projetos possíveis de serem desenvolvidos com os alunos, a partir de temáticas suscitadas pelo filme.
Para orientar o trabalho, foi planejado e entregue um suscinto material, com a intenção de esclarecer dúvidas e contribuir no planejamento do projeto (publicarei neste blog o material utilizado).
Surgiram projetos voltados ao gênero epistolar (amplamente explorado no filme), ao letramento e outros aspectos tratados na obra.

Letramento

O TP 4, que aborda com muita propriedade o tema Processos de Leitura e Escrita, foi estudado, assim como os outros cadernos, em duas etapas.

Oficina 7, TP4
A Oficina 7 foi realizada no dia 14 de julho, contando com a presença da maioria das cursistas. Neste dia, foi dada maior ênfase à discussão sobre Letramento, a partir de aspectos teóricos levantados na leitura dos textos do TP 4. O encontro foi interessante, pois possibilitou uma discussão mais ampla sobre a relação entre a cultura local e os processos de aquisição da leitura e da escrita.
O município de Canguçu, por ser extenso e com elevado número de alunos e de escolas, apresenta uma ampla diversidade cultural no seu território. Há, aqui, escolas localizadas em regiões de colonização alemã, onde os costumes europeus ainda são vivos e enraizados na comunidade, inclusive no que se refere ao uso do dialeto pomerano que acaba por influenciar na aquisição da leitura e da escrita. Assim, contamos com o relato da prática das professoras de Língua Portuguesa dessas escolas, constatando como é evidente a diferença nesse processo em relação a outras regiões, onde as crianças crescem falando Português e não Pomerano.
Contribuiu para o sucesso do encontro, também, o fato de grande parte das cursistas atuar nos anos iniciais do Ensino Fundamental, inclusive na alfabetização. Pudemos ouvir significativas experiências sobre o assunto.
Debatemos sobre a participação do leitor na construção do sentido do texto, concluindo que antes havia a ideia de que o texto está pronto e seu significado está "embutido" nele, cabendo ao leitor trazer à tona esse significado pouco evidente. Essa ideia não se perpetua, cabendo ao leitor interferir com seu conhecimento na leitura do texto.

Oficina 8, TP4
Realizada no dia 7 de agosto, nesta oficina enfrentamos dificuldades relacionadas à prorrogação do recesso escolar devido à pandemia de gripe A (H1N1). Com a ampliação do recesso, a maior parte das cursistas não conseguiu desenvolver as atividades das unidades 15 e 16, restando prejudicada a apresentação dessa parte prática.
Assim, nos detivemos na leitura do texto Por que meu aluno não lê?, de Kleiman, na seção Ampliando nossas referências, debatendo aspectos suscitados pelos questionamentos ali realizados. Após essa etapa, dividimos as cursistas em seis grupos, atribuindo a cada grupo uma seção a ser discutida e apresentada. Na apresentação, os grupos utilizaram os textos de cada seção que eram mais apropriados para a sala de aula, propondo atividades possíveis sobre o tema, uma vez que a atividade proposta na oficina do TP não foi considerada interessante.
Diante da situação de recesso escolar e da impossibilidade de aplicação das atividades, foi prorrogado o prazo às cursistas de entregarem seus relatórios. Apesar dessa dificuldade, o encontro foi produtivo, pois foram valorizados aspectos teóricos que, em outros encontros, não foram tão intensamente abordados.

Laerte Karnopp - Canguçu/RS

Problemas técnicos...

Após algum tempo sem postar e após ter resolvido fazer outro blog... UFA!!!... consegui reativá-lo!

Estamos de volta!!!

:D

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quem é a turma do Gestar II em Canguçu-RS?

O grupo de cursistas do Programa Gestar II, na área de Língua Portuguesa, é de 28 professoras que atuam na Rede Municipal de Ensino, com o Ensino Fundamental. A maior parte das escolas municipais localiza-se na zona rural do município e, pela sua extensão, convivemos com muitas realidades diferentes dentro do mesmo município.
Há escolas onde predomina a cultura germânica em razão da colonização; em outras, a cultura gauchesca; há ainda as escolas de periferia na zona urbana. Isto proporciona uma grande diversidade de experiências com as quais podemos enriquecer nosso estudo no grupo.
A seguir, um breve perfil das cursistas:
  • Angélica Cristina Thiel Büttow, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, trabalha nas disciplinas de Língua Portuguesa e Inglesa no II e III ciclos da EMEF Victor Marques Porto, localizada na zona urbana;
  • Carla Borges Guerra, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, atua na disciplina de Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental na EMEF São João Batista de La Salle, na zona rural do município (Glória, 1º distrito);
  • Cléia Beatriz Aires Gomes, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, trabalha na EMEF Doutor Jaime de Faria, no interior do município (Canguçu Velho, 1º distrito), nos anos finais do Ensino Fundamental, com Língua Portuguesa;
  • Daniela Nunes Casarin, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, trabalha nas disciplinas de Língua Portuguesa e Língua Estrangeira na EMEF São Luís Gonzaga, no Passo do Atalho, no 1º distrito de Canguçu, sendo professora do município de Pelotas;
  • Dulce Vargas Canto, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, trabalha na disciplina de Língua Portuguesa, anos finais do Ensino Fundamental, na EMEF Francisco José Barbosa, na Venda da Lagoa (3º distrito);
  • Elisa Camelato, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, atua na EMEF Marechal Deodoro, no interior do município (Glória, 1º distrito), atua na disciplina de Língua Portuguesa nos anos iniciais do Ensino Fundamental e também com os anos iniciais na mesma escola;
  • Elisabete Gonzalez Zanetti, atua na EMEF Euclides da Cunha, localizada do Faxinal, 3º distrito do município, nos anos finais do Ensino Fundamental, com a disciplina de Língua Portuguesa;
  • Eva Sílvia Ferreira Barreto, trabalha na EMEF Irmã Maria Firmina Simon, localizada na zona urbana, com o 2º ano do II ciclo (5º ano) e com a disciplina de Língua Portuguesa no 2º e 3º anos do III ciclo (8º e 9º anos);
  • Gelcione Krüger Grützmann Furtado, atua com a disciplina de Língua Portuguesa e Inglesa nos anos finais do Ensino Fundamental, na EMEF Geraldo Antônio Telesca, localizada na zona urbana;
  • Gilmara Ribes Aires, atua na EMEF Vinte de Setembro, localizada na zona rural (Rincão dos Maias, 1º distrito), com as disciplinas de Língua Portuguesa e Inglesa nos anos finais do Ensino Fundamental, além de trabalhar na rede estadual;
  • Gizele Klug Ramzen, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, trabalha na disciplina de Língua Portuguesa e Inglesa, nos anos finais do Ensino Fundamental, na EMEF Alberto Bergmann Filho, na Santa Bárbara (2º distrito);
  • Gláucia dos Santos Lucas, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, atua na área de Língua Portuguesa com o 3º ano do II ciclo (6º ano) e 3º ano do III ciclo (9º ano), na EMEF Oscar Fonseca da Silva, no interior do município (Alto da Cruz, 5º distrito);
  • Ingrid Goulart Böhmer, licenciada em Letras e Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas, trabalha com a disciplina de Língua Portuguesa e Inglesa na EMEF Francisco Meireles, localizada na zona rural do município (Santo Antônio, 3º distrito), distante 73 quilômetros da cidade;
  • Juliana Guerra Pereira, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, atua na disciplina de Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental na EMEF Marechal Floriano, localizada na zona rural do município (Trapeira, 4º distrito);
  • Lára Marisa Kohn Anderssen, licenciada em Letras pela Universidade Federal de Pelotas, atua na EMEF Dom Pedro II, localizada na zona urbana, na disciplina de Língua Portuguesa no III ciclo (7º a 9º anos do Ensino Fundamental);
  • Liziane de Lima Isnardi Hipólito, licenciada em Letras pela Universidade Federal de Pelotas, atua na área de Língua Portuguesa na EMEF Gonçalves Dias, localizada no 4º distrito do município, e também com a alfabetização na mesma escola;
  • Luciane Gularte Zarnott, licenciada em Letras pela Universidade Federal de Pelotas, atua na área de Língua Portuguesa na EMEF Guido Timm Venzke, localizada na zona rural (Posto Branco, 1º distrito);
  • Luciara da Silva Louzada, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, trabalha na disciplina de Língua Portuguesa, anos finais do Ensino Fundamental, na EMEF Heitor Soares Ribeiro, na Florida (2º distrito);
  • Luiza de Avila Vargas, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, trabalha na disciplina de Língua Portuguesa e Inglesa, anos finais do Ensino Fundamental, na EMEF Cristo Rei, no interior do município;
  • Nara Regina Corrêa Silveira, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, atua nas disciplinas de Língua Portuguesa e Artes na EMEF José Luís da Silva, localizada na Armada, 5º distrito do município, distante 72 quilômetros da cidade, além de trabalhar também na rede estadual;
  • Neiva Venzke Pranke, licenciada em Letras pela Universidade Federal de Pelotas, atua na EMEF Júlio de Castilhos, localizada na Estância da Figueira, 2º distrito do município, na área da Língua Portuguesa com os anos finais do Ensino Fundamental;
  • Nilda Maria Sitó Alves, professora de Língua Portuguesa e Inglesa na EMEF Presidente Getúlio Vargas, localizada na zona urbana;
  • Nora Cátia da Silveira Oliveira, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, atua na área de Língua Portuguesa e exerce também a Direção da EMEF Doutor Jaime de Faria, localizada na zona rural (Canguçu Velho, 1º distrito);
  • Sara Aparecida Moreira, professora de Língua Portuguesa e Espanhola na EMEF Secundino Silveira da Silva, atuando nos anos finais do Ensino Fundamental;
  • Tanise Stumpf Böhm, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, atua nas disciplinas de Língua Portuguesa e Inglesa na EMEF Carlos Moreira, localizada no Canguçu Velho, 1º distrito do município, além de trabalhar também na rede estadual;
  • Viviane Barbosa dos Passos, licenciada em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, atua com a disciplina de Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental, na EMEF Geraldo Antônio Telesca, localizada na zona urbana;
  • Viviane Nornberg Ramson, licenciada em Letras pela Universidade Federal de Pelotas, atua na EMEF Santa Maria, localizada no 1º distrito do município, na área da Língua Portuguesa com os anos finais do Ensino Fundamental.

Laerte Karnopp - Canguçu/RS

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sobre a oficina 6, do TP3...

... foi um encontro fantástico!Nesse dia, procuramos dar mais ênfase aos aspectos teóricos abordados nas unidades 11 e 12, especialmente no que diz respeito à inter-relação entre gêneros e tipos textuais. Falta-nos, muitas vezes, esse diálogo com a teoria, razão pela qual fizemos essa opção.Inicialmente, as cursistas trouxeram as vivências que tiveram em sala de aula, quando da aplicação dos Avançando na prática, a partir de onde começamos a discussão.Acrescentamos à oficina um trabalho em grupo sobre esses tópicos teóricos, que enriqueceu o trabalho. À medida que as cursistas faziam esses trabalhos em grupo, apresentando os principais tópicos de cada seção das unidades 11 e 12 do TP3, eram apresentadas as práticas, o que propiciou um excelente diálogo teoria x prática.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Valeu a pena na Oficina 5...


Essa música deu o que fazer na Oficina 5 (TP3)!

Rodo Cotidiano
O Rappa

Ô Ô Ô Ô Ô my brother

É...
A ideia lá comia solta
Subia a manga amarrotada social
No calor alumínio nem caneta nem papel
Uma ideia fugia

Era o rodo cotidiano

Espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma quentinha abafada

Meu troco é pouco, é quase nada

Ô Ô Ô Ô Ô my brother

Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal que corta as ruas
Da minhoca de metal
É... como um Concorde apressado cheio de força
Que voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhador

Ô Ô Ô Ô Ô my brother

É... espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma vidinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada

Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Como um Concorde apressado cheio de força
Voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhador

Ô Ô Ô Ô Ô my brother

No Youtube...
http://www.youtube.com/watch?v=IP2iZUvHz0U

A primeira oficina foi um sucesso!

No dia 2 de junho, foi desenvolvida a primeira oficina obrigatória com as cursistas do Gestar II de Língua Portuguesa em Canguçu. A oficina 5, do Caderno do Formador, que trata dos Gêneros Textuais, foi muito produtiva e contou com a participação efetiva das professoras municipais que participam do programa.
O momento de socialização das experiências da aplicação dos Avançando na Prática foi muito relevante para a discussão de aspectos pedagógicos da abordagem dos gêneros. As cursistas foram extremamente criativas ao incrementar as atividades propostas no TP3, relatando, passo a passo, a aplicação em sala de aula.
A atividade que foi desenvolvida pela maioria das professoras foi de elaboração da autobiografia dos alunos, a partir da bografia de Carlos Drummond de Andrade. Algumas professoras ampliaram o trabalho para a comunidade, fazendo com que os alunos pesquisassem com moradores mais idosos ou pessoas ilustres a sua história de vida, para depois relatá-la, adequando a produção ao gênero esperado.
Foram trazidos muitos trabalhos produzidos pelos alunos, quando foi possível constatar toda a criatividade das cursistas ao elaborar suas aulas. Algumas delas trouxeram trabalhos anteriores ao Gestar, demonstrando que realmente se interessaram pelo programa e que têm a intenção e a vontade de contribuir para que seja uma oportunidade de socialização de experiências e de conhecimentos.
Na oficina propriamente dita, trabalhamos com os dois textos indicados e, considerando interessante, ofereci um terceiro texto - a música Rodo Cotidiano (O Rappa) - usando como suporte o DVD do show da banda. Escolhi esse texto por tratar-se de um texto poético, mas com uma linguagem mais popular que os outros estudados ao logo da unidade.
Este momento foi, também de muita qualidade, pois além de surgirem propostas de trabalho interessantes, brotou uma profunda análise dos textos, em especial do texto 1, Poema tirado de uma notícia de jornal, identificando nele características que o aproximam do texto jornalístico e do texto poético.
Na mesma oportunidade, no turno da tarde, realizei a primeira oficina de projetos. Este primeiro encontro serviu para discutir os passos da elaboração e da estruturação de um projeto, necessitando ainda ser aprofundada.
A impressão geral que tive do encontro foi a melhor possível. A participação, on interesse, a motivação superaram minhas expectativas. E, mais uma vez, fiquei orgulhoso do grupo de professoras de Língua Portuguesa que temos em Canguçu!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Início do programa

No dia 19 de maio, iniciou, em Canguçu, o Programa Gestar II de Língua Portuguesa. Estiveram presentes 24 professoras da Rede Municipal, na sua maioria concursadas para a área e com formação acadêmica em Letras na sua totalidade.
Dadas as peculiaridades do município de Canguçu, as duas oficinas de apresentação do Programa foram desenvolvidas neste dia, nos turnos da manhã e da tarde. Isto se explica, proncipalmente, em razão do curto período de tempo disponível até o final do ano para o desenvolvimento das atividades e da distância que muitas professores precisam percorrer para chegar à cidade.
Foi um encontro que gerou grandes expectativas. As cursistas demonstraram-se bastante motivadas para a realização dos estudos e para a aplicação das atividades em sala de aula.
Nesta ocasião, contamos com a presença do Secretário Municipal de Educação, professor Andrio Aguiar, do Deputado Federal Fernando Marroni, que fez uma visita às cursistas, além de colegas da Secretaria Municipal de Educação que prestigiaram o evento.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quando tudo começou...


Em Porto Alegre, de 4 a 8 de maio, no Campus da UniRitter...
Assumimos juntos esse compromisso de fazer a nossa parte por uma educação melhor!