sábado, 27 de março de 2010

TP 6

Nos dias 14 e 27 de outubro de 2009 foram realizadas, respectivamente, as oficinas 11 e 12, correspondentes ao TP6. Leitura e Processos de Escrita II. No primeiro encontro, no decorrer das atividades, foi possível perceber a angústia dos professores em relação ao desenvolvimento do tema nas produções textuais dos seus alunos.
Quando discutíamos a unidade 21, que trata de argumentação e linguagem, pude ouvir o que é a queixa da maioria dos professores, não só os de íngua Portuguesa: a dificuldade dos discentes de organizar o seu pensamento e de expressa-lo com clareza.
Começamos, então, a problematizar sobre as possíveis origens desse problema e passamos a nos perguntar sobre que preparação prévia à produção textual oferecemos. Assim, pudemos conversar sobre as várias fases da produção, desde o planejamento até a escrita, reconhecendo a importância de cada uma, pois não se pode dar absoluta relevânis unicamente para o momento da escrita em si, mas também a toda sua preparação, ajudando os alunos a formarem sua opinião, organizar suas ideias e expressá-las com clareza através da escrita.
Nesse dia, no período da tarde, realizamos uma oficina aberta, através da técnica do Júri Simulado, ficando como sugestão de atividade de preparação para a escrita de textos.
No encontro seguinte, em 27 de outubro, foi dado prosseguimento ao tema, através do estudo sobre revisão e edição textual: que importância tem revisar o texto do aluno? De que forma posso corrigir textos de turmas com alto número de alunos? Assim, buscamos alternativas para dar conta desta importante fase da produção. Mais importante que uma simples correção superficial da escrita, é levar os alunos à prática da releitura crítica e de afastamento do seu próprio texto.
O tema final do TP6 foi Literatura para Adolescentes, quando discutimos sobre o trabalho com clássicos. Restou a pergunta: é conveniente apresentar clássicos aos adolescentes? Grande parte dos colegas concorda que o que importa não é a discussão sobre a escolha entre clássicos ou outro tipo de literatura juvenil, mas o fato de proporcionar boa literatura, de interesse para esse público.
O público adolescente necessita desenvolver a capacidade de fruição literária, de apreciar uma obra não só literária, mas de arte em geral; precisa saebr olhar uma tela e apreciá-la; distinguir uma música com conteúdo de outra que não oferece relevantes possibilidades de fruição estética.
O aluno precisa ver no seu professor um leitor; precisa sentir e perceber que aquele que insiste na importância de ler também pratica esse ato por hábito e por prazer. Leitura por obrigação não torna o educando um leitor; é preciso - sim - que ele veja a leitura com horizontes mais amplos do que uma simples prestação de contar ao professor.

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